quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Antes que o Patrão Demita

Os seres humanos, em geral, não gostam de voltar os olhos para dentro de si, de fazer autoanálise, ou auto avaliação.
Bons profissionais refletem e analisam seu desempenho por conta própria, antes que a situação caminhe para uma advertência ou demissão. 
Mas, se isso já aconteceu, é hora de aprender com os fatos.
Nada de choro ou lamentações. Pessoas inteligentes não agem dessa forma. Elas aprendem com os erros. Isso parece algo fácil de dizer e difícil de colocar em prática. 
Para tornar o assunto mais claro, vou relatar aqui um exemplo simples,mas que pode ser aplicado a outras profissões e posições na hierarquia funcional.
Minha ajudante do lar começou a descuidar-se dos afazeres que antes desempenhava com perfeição.
Procurei saber se estava com problemas pessoais, sondei se o salário estava defasado em relação às outras profissionais enfim, fui tentando descobrir o que estava acontecendo. Porém, não encontrei justificativa para suas faltas, caras e bocas, saídas antecipadas e trabalho mal feito.
Com cuidado, usando da maior diplomacia possível, cheguei a uma conversa franca. Não adiantou - a entrada não estava sem varrer porque o vento teimava em trazer folhas para o local. O vidro? Ela tinha limpado, o produto que eu comprava é que não era de boa qualidade. E por aí afora. Não assumia nada e, consequentemente, continuava com desempenho insatisfatório.
Resolvi então, procurar outra pessoa achando até que ela estava torcendo para que eu a despedisse.
Quando finalmente paguei o salário e demiti essa moça, ela pôs-se a chorar e saiu furiosa. Como trabalha em outra casa do condomínio fiquei sabendo que se queixou da “injustiça”.
Na portaria trabalha um sobrinho dela  que  passou a fazer cara feia, ressentido por achar que deveríamos continuar pagando por um trabalho que deixava muito a desejar.
Quando uma outra patroa alertou-a para o fato de que ela "terminava" o serviço (e saia) às 13 horas e a atual fica até as 17 horas, ao invés de fazer uma autoanálise e concluir que essa era uma das causas do serviço incompleto, a ex-funcionária revoltou-se e passou a comentar que minha atual ajudante não passava de uma otária e acabaria “levando um pé na b... como havia acontecido com ela” (quando se mora em condomínio essas coisas chegam rapidamente aos nossos ouvidos).
Percebi então que ela estava sofrendo de segurança excessiva e controle total da situação, julgando-se insubstituível.
Em sua autoconfiança exagerada, imaginava que jamais seria despedida e, tanto isso é verdade que ficou totalmente surpresa com o fato.
Passado o susto, para seu próprio bem, deveria refletir sobre sua posição enquanto funcionária para detectar as falhas que levaram a situação a esse desfecho.
Porém, pelos comentários que fez, fica claro que ela não fez essa reflexão e, com isso, perdeu uma excelente oportunidade de aprender com seus erros.
 Alguns dirão:
- Ela é uma pessoa ignorante, você não poderia esperar outra coisa.

Porém, já vi pessoas com excelente formação profissional, diplomas, MBA e afins agindo exatamente como essa ajudante do lar...

imagem Pinterest

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