sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sobre Donos da Verdade

Não sei quanto aos outros, mas tenho meu limite e tolerância para verbalizar sentimentos, pensamentos e opiniões.
Avalio muito bem o tempo e a energia que despenderei com coisas que, muitas vezes, nem precisam de resposta. O que está certo ou errado depende da forma particular com que cada um vê o mundo. Por outro lado, em qualquer relação saudável, democrática,  de respeito ao outro, todos têm o direito de pensar o que quiserem - uma pessoa equilibrada não sente necessidade de impor seu ponto de vista a ninguém. Sempre que percebemos isso durante uma troca de opiniões, um sorriso e uma saída de cena são, a meu ver, a melhor solução. 
Deixe seu interlocutor pensar que venceu, observe que ele vai alardear vitória, julgando-se esperto. Não dê importância, pois se a pessoa precisa disso para sentir-se bem já é um sinal claro de que não devemos dispensar nem mais um segundo ao caso - não há sintonia entre as partes e nosso tempo é precioso demais para ser gasto assim.
Na Bíblia tem um grande conselho: Todo homem, pois seja pronto para ouvir, tardio pra falar Tg 1:19.
Há momentos que precisamos perder para ganhar, perder a oportunidade de se defende, de se justificar.
Não ligo para a opinião dos que acham que "quem cala, consente!", pois estou num outro nível de compreensão da vida e não preciso “vencer” para estar bem comigo mesma.
Com o tempo a gente aprende que não adianta ficar dando murro em ponta de faca. Ficar quieto não é sinal de derrota. Você argumentaria com uma pessoa visivelmente desequilibrada ou mentirosa ou até mesmo que inverte as coisas para fazer valer seus argumentos a qualquer preço? Aprendi muito com o universo masculino, principalmente nessa questão de não levar adiante assuntos que não acrescentam nada. Alguém já reparou como os homens saem de fininho e fogem  pra bem longe de mulheres assim?
Causa-me espanto ver como as pessoas criam cavalos de batalha por qualquer coisa. Passam a vida armadas com suas opiniões julgando os que possuem um ponto de vista diferente como um inimigo a ser combatido. Em casos assim deixo meu silencio como remédio E espero que ele possa curar não só a mim, mas também àqueles que não exercitaram o bom senso, ou que precisam da sensação de estar com a razão para se sentirem espertos, superiores etc.
“Aprendi o silencio com os faladores, a tolerância com os intolerantes; e, por estranho que pareça, sou grato a esses “professores”“. Khalil Gibran
imagem Pinterest


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